A punição deve ser imposta sem dó, mesmo que doa no coração do Mestre, pois sem ela existe a quebra do respeito, as coisas ficam muito fáceis e os resultados esperados simplesmente não são atingidos…
Imagine um adestrador de cães permitir que o cão faça o que quiser…
Certamente vai ser mordido, mas a punição nos momentos certos, desde filhote, faz que o cão se transforme num malabarista para deleite de seu dono e seus amigos.
Se está você é uma aprendiz e acha que seu Mestre foi demasiadamente duro, prepare-se, mesmo sem conhecê-lo sou capaz de apostar que certamente vai piorar…
O bom Adestrador procura desde o início reconhecer os limites de sua aprendiz e superá-los, trabalhando aos poucos aproximando-se deles até ultrapassá-los.
(Aqui faço um a parte para avisar aos Mestres iniciantes : é preciso muita sensibilidade para ultrapassar um limite, sem violentar desnecessariamente a aprendiz, pois se fizer isso Você perderá ou até mesmo estragará uma “peça”, que poderia se tornar, com um pouco mais de calma, numa excelente sub…)
Voltando as subs:
A Sociedade impôs em você, no seu cerne, a idéia de ser dona de si mesmo, de liberdade, mas você reconheceu que isso não lhe bastava e, voluntariamente, abdicou desses direitos e se entregou a seu Mestre, seu Dono e Senhor, para que Ele a usasse e moldasse segundo Sua Vontade, e teve a sorte e a honra de ser aceita, por isso está sendo adestrada.
Só que toda sub tem esse vírus da pseudo-liberdade dentro de si, e ele se encastela em seus limites.
Inconscientemente na maioria das vezes a sub tem a sensação de dominar seu dono, pois está fazendo apenas aquilo que quer, tem a sensação de estar comandando, por estar recebendo ordens que gostaria de receber.
Mas quando se aproxima dos limites um mecanismo de auto-defesa aparece, e você resiste, questiona as ordens, reluta em obedecer.
Na maioria das vezes a sub nem percebe isso, e deixa de atender por um “compromisso” baunilha qualquer…
Ao ser forçada, uma ponta de raiva aparece, mesmo que por um segundo.
Antes de falar, “não Mestre, não tenho raiva”, lembre-se que o primeiro pilar do relacionamento é a Verdade. Seja verdadeira com você mesma, admita a raiva, mas controle-a, ela é sinal de um limite a ser rompido.
Quando isso acontecer, vá ao seu Dono e agradeça, mas agradeça sinceramente, pois ele está te dando o que você precisava e não o que você queria.
E o prazer? Será a vida da sub apenas sofrimento?
Será sofrimento enquanto você não superar seus limites, enquanto relutar em avançar, mas quando permitir-se esse passo em direção ao crescimento pessoal virá o prazer maior, maior que o melhor dos orgasmos, o prazer de você conhecer a você mesma, de você ampliar seus limites e de dar prazer Àquele que te aceitou como aprendiz, que fez de você Sua propriedade e está te transformando de baunilha em aprendiz, em sub e em escrava.
Durante o processo deve curtir ao máximo o prazer que seu Mestre lhe permitir, deve aprender a sentir prazer em agradar seu Mestre, em pequenos detalhes, deixe seu Dono orgulhoso de Sua própria capacidade de escolher, mostre que Ele acertou em te escolher, em dedicar Seu tempo em te ensinar, cuidar de você e te punir, quando necessário.
O Sofrimento pode parecer permanente, mas não é, ele só existe porque você está se aproximando do seu limite, agradeça por ele, a recompensa no final será grande.
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This entry was posted on Quarta-feira, Agosto 20th, 2008 at 5:52 pm and is filed under Introdução, subs. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
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Perdoem-me, mais uma vez, por postar a minha simples opinião de escravo. Mas,acredito que o adestramento de um escravo deve seguir, sim, os métodos de adestramento de um animal, de um cachorro. Uma Domme que tem um escravo sob seu poder deve, paulatinamente, moldá-lo de acordo com seus gostos e vontades,acelerando, gradativamente,a domesticação deste escravo, tornando-o apenas e tão somente em uma peça cujo único objetivo na vida é servir à sua Dona. Neste processo, os limites do escravo vão sendo superados e ele vai alcançando, para seu deleite, as exigências de sua Dona,consguindo, assim, alcançar o objetivo de um escravo que é agradar a quem ele pertence.O adestramento exige uma grande dose de severidade,punições devem ser esperadas e agradecidas pelo escravo, pois a dor, o sfrimento fazem parte do universo de um escravo e são elementos fundamentais para que a obediência cega à sua Dona seja o objetivo final.
humildemente,
de joelhos,
escravo luiz marcelo